Miguel Silva

Miguel Silva

Filho, neto e bisneto de alfaiates, cresceu rodeado de tecidos, linhas, moldes e máquinas de costura. A alfaiataria sempre fez parte da sua vida e do seu imaginário, alimentando desde cedo a curiosidade sobre as inúmeras formas que um simples pedaço de tecido pode assumir. Embora tenha seguido profissionalmente o caminho da tecnologia, essa ligação à criação, aos materiais e ao saber fazer nunca desapareceu. Pelo contrário, foi ganhando uma nova dimensão, cruzando tradição e inovação e reforçando a vontade de questionar a forma como produzimos, utilizamos e reutilizamos aquilo que nos rodeia. Em casa, cresceu a ver um tecido evoluir e assumir diferentes formas. Uma peça de roupa chegar ao fim da sua vida original não significava necessariamente o fim do material. O tecido podia ser transformado, reaproveitado e ganhar uma nova função, reforçando desde cedo a ideia de que os materiais podem ter uma vida muito para além do propósito para o qual foram inicialmente criados. A esta ligação familiar ao ofício juntou-se uma preocupação cada vez maior com a forma como consumimos e com o impacto das nossas escolhas. A ambição é simples: contribuir para deixar o planeta, pelo menos, tão bem como o encontrámos, valorizando aquilo que já existe e prolongando a vida dos materiais e dos produtos. Foi desta combinação entre tradição, tecnologia, criatividade e responsabilidade que nasceu **O Roupeiro**. Os tecidos são apenas um dos exemplos mais próximos desta ideia. Existem muitos outros materiais com potencial para assumir diferentes formas, funções e significados ao longo do tempo. **O Roupeiro** procura explorar precisamente essa capacidade de transformação, promovendo produtos pensados para durar, materiais valorizados para além da sua utilização inicial e uma comunidade que acredita numa relação mais consciente com aquilo que produzimos e consumimos.

Cidade do Zero: Eu fui

Não era a Cidade do Rock, mas durante dois dias o Parque Eduardo VII transformou-se numa cidade diferente. Uma cidade feita de trocas, reparações, hortas urbanas, comida com menos desperdício, água da torneira, workshops e até algumas galinhas muito bem-dispostas.…

Ana, vai devagar! [destaque]

Quando perguntamos a Ana Milhazes como prefere ser apresentada, responde com o seu currículo: Socióloga, formadora, activista ambiental, instrutora de Yoga, autora do blogue “Ana, Go Slowly” e do livro “Vida Lixo Zero” e fundadora do movimento Lixo Zero Portugal.…