Sobre o autor

Miguel Silva

Filho, neto e bisneto de alfaiates, cresceu rodeado de tecidos, linhas, moldes e máquinas de costura. A alfaiataria sempre fez parte da sua vida e do seu imaginário, alimentando desde cedo a curiosidade sobre as inúmeras formas que um simples pedaço de tecido pode assumir.

Embora tenha seguido profissionalmente o caminho da tecnologia, essa ligação à criação, aos materiais e ao saber fazer nunca desapareceu. Pelo contrário, foi ganhando uma nova dimensão, cruzando tradição e inovação e reforçando a vontade de questionar a forma como produzimos, utilizamos e reutilizamos aquilo que nos rodeia.

Em casa, cresceu a ver um tecido evoluir e assumir diferentes formas. Uma peça de roupa chegar ao fim da sua vida original não significava necessariamente o fim do material. O tecido podia ser transformado, reaproveitado e ganhar uma nova função, reforçando desde cedo a ideia de que os materiais podem ter uma vida muito para além do propósito para o qual foram inicialmente criados.

A esta ligação familiar ao ofício juntou-se uma preocupação cada vez maior com a forma como consumimos e com o impacto das nossas escolhas. A ambição é simples: contribuir para deixar o planeta, pelo menos, tão bem como o encontrámos, valorizando aquilo que já existe e prolongando a vida dos materiais e dos produtos.

Foi desta combinação entre tradição, tecnologia, criatividade e responsabilidade que nasceu **O Roupeiro**.

Os tecidos são apenas um dos exemplos mais próximos desta ideia. Existem muitos outros materiais com potencial para assumir diferentes formas, funções e significados ao longo do tempo. **O Roupeiro** procura explorar precisamente essa capacidade de transformação, promovendo produtos pensados para durar, materiais valorizados para além da sua utilização inicial e uma comunidade que acredita numa relação mais consciente com aquilo que produzimos e consumimos.

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