Artigos de praia sustentáveis: conhece as marcas portuguesas. Cria um kit sustentável.

Depois de falarmos de bikinis e de proteção solar mais consciente, hegamos aos acessórios e roupa de praia. Neste artigo, reunimos oito marcas portuguesas que estão a repensar os essenciais de verão, da toalha ao chapeu, com materiais, processos e escolhas mais conscientes.

Fechamos o círculo virtuoso de Verão com os artigos de praia.

Porque, afinal, um verão mais sustentável não se resume à roupa que vestimos. Também a toalha que levamos para o areal, o chapéu que nos protege do sol, o saco onde carregamos tudo ou os chinelos que usamos entre a praia e o café fazem parte das nossas escolhas de consumo.

E, se pensarmos bem, são artigos que tendemos a usar durante muitos verões. Ou, pelo menos, deveriam ser.

Quando pensamos em moda de praia, a primeira imagem que nos vem à cabeça costuma ser a do biquíni ou do fato de banho. No entanto, há todo um conjunto de acessórios que fazem parte dos dias passados junto ao mar e que também merecem alguma atenção. Toalhas, saídas de praia, chapéus, sacos, chinelos, guarda-sóis ou garrafas reutilizáveis são artigos que usamos frequentemente durante o verão e cuja escolha pode fazer a diferença.

A boa notícia é que não precisamos de comprar tudo de novo para ter uma praia mais sustentável. Podemos começar por olhar para aquilo que já temos, reparar o que ainda pode ser utilizado e, quando chegar o momento de substituir alguma coisa, escolher peças de melhor qualidade, produzidas de forma mais responsável e pensadas para durar.

Portugal tem, aliás, uma longa tradição na produção têxtil e de calçado e conta hoje com marcas que mostram que sustentabilidade, design e produção nacional podem andar de mãos dadas.

Porque faz sentido investir em acessórios de praia sustentáveis?

Grande parte dos artigos de praia vendidos em lojas de fast fashion ou em grandes superfícies é produzida a pensar no preço e na tendência do momento. Materiais sintéticos, produção de baixo custo e produtos pouco resistentes podem resultar em artigos que têm uma vida bastante curta.

Uma toalha perde rapidamente a suavidade, um chapéu barato pode deformar-se depois de uma temporada ou uma saída de praia perder a forma depois de algumas lavagens.

E há ainda outro problema: muitos destes produtos são comprados por impulso. Uma nova toalha porque tem um padrão bonito, outro saco porque combina com o novo fato de banho, um chapéu diferente para cada verão…

É fácil acumular.

Comprar menos, mas melhor, continua a ser uma das decisões mais sustentáveis que podemos tomar. Um acessório resistente, produzido com materiais duradouros e pensado para ser utilizado durante vários anos acaba por fazer muito mais sentido do que uma sucessão de compras de curta duração.

A sustentabilidade começa, muitas vezes, antes da compra: preciso realmente disto? Já tenho alguma coisa que possa cumprir a mesma função? E, se preciso de substituir, consigo escolher algo que dure mais?

Toalhas de praia: algodão orgânico, reciclado ou fibras naturais

A toalha é provavelmente o artigo mais utilizado durante todo o verão. Passa horas ao sol, entra em contacto com água salgada, areia e lavagens frequentes, pelo que a qualidade dos materiais faz toda a diferença.

Entre as opções a considerar estão:

  • algodão orgânico certificado;
  • algodão reciclado;
  • linho;
  • outras fibras naturais.

O algodão orgânico reduz a utilização de determinados pesticidas e fertilizantes sintéticos relativamente ao algodão convencional. Já o algodão reciclado permite reaproveitar fibras existentes, reduzindo a necessidade de produzir nova matéria-prima.

Outra alternativa interessante são as toalhas tipo peshtemal, ou fouta, inspiradas nas tradicionais toalhas turcas. São leves, ocupam pouco espaço na mala e secam rapidamente, o que as torna particularmente práticas para a praia.

Na hora da compra, vale a pena verificar:

  • a composição do tecido;
  • a gramagem;
  • certificações relevantes;
  • a resistência às lavagens;
  • a facilidade de secagem.

Mais importante do que procurar simplesmente a palavra “sustentável” na embalagem é perceber o que torna realmente aquela toalha uma escolha melhor.

Saídas de praia que duram mais do que uma estação

Uma saída de praia não precisa de servir apenas para caminhar entre o areal e o restaurante.

Uma camisa branca ou azul em linho, uma camisa oversized de algodão, um vestido fluido ou uma túnica podem funcionar como saída de praia e, ao mesmo tempo, integrar o guarda-roupa de verão.

Esta é, aliás, uma das melhores estratégias para consumir menos: escolher peças que tenham mais do que uma utilização.

Em vez de procurar uma peça exclusivamente “de praia”, experimente olhar para o seu próprio armário.

Uma camisa de linho pode ser usada:

  • por cima do fato de banho;
  • com calções para um passeio;
  • aberta sobre um vestido;
  • com calças leves para um jantar de verão.

O mesmo acontece com um vestido simples ou um pareô. Quanto mais possibilidades de utilização tiver uma peça, mais facilmente continuará a fazer sentido depois das férias.

Em vez de seguir tendências muito marcadas, vale a pena apostar em:

  • cores que combinem com o que já temos;
  • cortes intemporais;
  • tecidos respiráveis;
  • boa construção;
  • peças que possam ser usadas também fora da praia.

Chapéus: proteção solar e sustentabilidade

O chapéu continua a ser um dos acessórios mais importantes para quem passa muito tempo ao ar livre. Além do fator estético, oferece uma camada adicional de proteção contra a exposição solar.

As opções mais interessantes do ponto de vista dos materiais incluem:

  • palha natural;
  • ráfia;
  • juta;
  • algodão;
  • fibras recicladas.

É importante distinguir materiais naturais de imitações sintéticas. Alguns chapéus vendidos como “palha” podem ser, na realidade, produzidos com materiais sintéticos.

Um bom chapéu também não precisa de ser exclusivamente um acessório de praia. Um modelo de abas largas pode acompanhar vestidos, calças de linho ou conjuntos mais descontraídos durante todo o verão.

Na escolha do modelo, convém privilegiar:

  • abas que proporcionem boa cobertura;
  • boa ventilação;
  • estrutura resistente;
  • qualidade do acabamento;
  • possibilidade de reparação.

E, sobretudo, escolher um modelo de que realmente gostamos. Um chapéu que usamos durante dez verões é uma escolha muito melhor do que três que ficam esquecidos no armário.

Sacos de praia reutilizáveis

O saco de praia é outro daqueles artigos que podem rapidamente transformar-se numa coleção.

Um saco grande, resistente e versátil pode, no entanto, acompanhar-nos durante anos e servir também como saco de fim de semana, de piscina ou até para transportar compras.

Entre os materiais a considerar estão:

  • algodão;
  • algodão reciclado;
  • juta;
  • cânhamo;
  • lona;
  • tecidos reaproveitados
  • materiais reciclados

Os sacos produzidos a partir de desperdícios têxteis ou de outros materiais recuperados são particularmente interessantes numa perspetiva de economia circular.

Mais do que o material, importa também a construção. Um bom saco deverá ter:

  • costuras reforçadas;
  • alças confortáveis;
  • capacidade suficiente;
  • um interior fácil de organizar;
  • resistência à utilização frequente.

Chinelos: o essencial entre a areia e a cidade

Os chinelos são provavelmente o calçado mais associado aos dias de praia. São leves, fáceis de transportar e permitem passar rapidamente do areal para o passeio marítimo.

Também aqui vale a pena fugir à lógica do “comprar barato e substituir no próximo verão”.

Existem marcas portuguesas que têm vindo a apostar numa produção mais responsável e em alternativas vegan. A Lemon Jelly, por exemplo, desenvolve calçado em Portugal e tem uma oferta que inclui chinelos flip-flop e modelos de verão. A marca apresenta ainda várias iniciativas relacionadas com sustentabilidade, componentes reciclados e produção vegan.

Os seus chinelos de verão incluem modelos produzidos em EVA, enquanto algumas das suas linhas são fabricadas em Portugal em instalações que a marca associa a utilização de energia renovável.

E há uma combinação particularmente interessante para um dia de praia: chinelos + saco de praia. A própria Lemon Jelly tem uma categoria dedicada a malas de praia e modelos como a Splashybag, uma mala vegan produzida em Portugal e pensada para utilização junto à água.

É um bom exemplo de como podemos encontrar alternativas portuguesas para vários dos elementos que compõem o nosso kit de verão, em vez de comprar cada artigo a marcas diferentes e sem informação clara sobre a sua origem.

Guarda-sóis: comprar para durar

Embora nem sempre sejam vistos como um artigo de moda, os guarda-sóis fazem parte do equipamento de praia.

E talvez sejam precisamente um dos melhores exemplos de que durabilidade é sustentabilidade.

Um guarda-sol barato que parte ao fim de poucas utilizações obriga-nos a comprar novamente. Um modelo resistente, que pode ser reparado ou ter componentes substituídos, pode acompanhar-nos durante muitos anos.

Ao escolher um guarda-sol, procure:

  • estrutura robusta;
  • materiais resistentes;
  • tecido adequado à exposição solar;
  • peças que possam ser substituídas ou reparadas.

Também aqui não é necessariamente o modelo mais barato que representa a melhor compra.

Garrafas reutilizáveis e recipientes para snacks

A sustentabilidade na praia não passa apenas pela roupa e pelos acessórios.

Levar água numa garrafa reutilizável reduz o recurso a garrafas descartáveis e permite manter uma rotina mais simples durante todo o verão.

As opções incluem:

  • aço inoxidável;
  • vidro protegido;
  • alumínio adequado para contacto alimentar.

O mesmo princípio pode aplicar-se aos snacks. Uma caixa reutilizável para fruta, frutos secos ou uma sanduíche evita embalagens de utilização única e pode ser usada durante todo o ano.

É mais um daqueles pequenos hábitos que, repetidos ao longo do tempo, fazem diferença.

O kit de praia sustentável não precisa de ser enorme

Uma das melhores formas de tornar as nossas escolhas de verão mais sustentáveis é pensar na praia como um pequeno guarda-roupa cápsula.

Não precisamos de um saco cheio de acessórios para cada ocasião.

Um kit simples pode incluir:

  • uma boa toalha;
  • um saco de praia resistente;
  • um chapéu;
  • uma saída de praia versátil;
  • um par de chinelos;
  • uma garrafa reutilizável;
  • uma caixa para snacks.

E pouco mais.

Se cada peça for escolhida para combinar com as restantes e tiver mais do que uma utilização, conseguimos criar diferentes conjuntos sem precisar de comprar constantemente coisas novas.

É a mesma lógica do guarda-roupa cápsula aplicada aos dias de praia: menos peças, mais possibilidades e mais tempo de utilização.

Como cuidar dos artigos de praia

Comprar melhor é apenas metade da equação. A outra metade é cuidar bem do que temos.

Algumas boas práticas fazem uma diferença enorme:

  • retirar a areia antes de guardar;
  • não deixar toalhas húmidas dentro do saco;
  • enxaguar peças que tenham estado em contacto com água salgada;
  • lavar apenas quando necessário;
  • utilizar programas de lavagem suaves;
  • evitar temperaturas demasiado elevadas;
  • secar naturalmente;
  • guardar tudo completamente seco no final da época.

No caso dos chapéus de palha, é aconselhável evitar dobrá-los e guardá-los em locais secos para preservar a sua forma.

Também o calçado merece atenção. Os modelos em materiais sintéticos específicos podem ter instruções de limpeza próprias, pelo que é sempre preferível seguir as indicações do fabricante. No caso de alguns modelos da Lemon Jelly, por exemplo, a marca recomenda limpeza suave com pano húmido e sabão neutro e secagem à sombra, evitando fontes de calor.

São cuidados simples, mas podem prolongar consideravelmente a vida dos produtos.

Marcas portuguesas que vale a pena conhecer

Portugal tem uma forte tradição na indústria têxtil e do calçado e conta com marcas que podem ser interessantes para quem procura fazer escolhas mais conscientes.

Futah

Há qualquer coisa de irresistível numa fouta: leve, descontraída e suficientemente bonita para sair do areal e aparecer numa esplanada ou num piquenique. Foi com esta ideia que nasceu a Futah, em 2013, na costa portuguesa, inspirada nas tradicionais toalhas árabes. As suas toalhas, em 100% algodão, são leves, absorventes e de secagem rápida — uma alternativa particularmente prática às toalhas de praia mais volumosas. Futah

A sustentabilidade entra aqui de uma forma pouco ostensiva: fazer uma peça para durar e para ser usada muito. A marca afirma que uma Futah, quando bem cuidada, pode durar uma vida, e alguns dos seus modelos têm certificação OEKO-TEX. Existem também actualmente vários artigos com indicação de produção em Portugal. Futah

E talvez seja essa versatilidade que melhor resume a marca. Uma Futah pode ser toalha na praia, manta num piquenique, pareo improvisado ou simplesmente aquela peça que fica no saco de viagem durante todo o verão. Entre padrões mais clássicos e coleções coloridas e irreverentes, há uma boa desculpa para querer levá-la para todo o lado.

Naz

Há marcas que fazem da simplicidade uma espécie de assinatura. É o caso da Näz, nascida em Portugal em 2018 com uma ideia muito clara: criar roupa que seja feita de forma justa em Portugal, respeitando tanto as pessoas como os recursos naturais. Näz

A marca trabalha sobretudo com peças intemporais e fáceis de integrar no guarda-roupa, uma abordagem que combina particularmente bem com os dias de verão. Linho, algodão orgânico, algodão reciclado e Tencel surgem em peças leves e respiráveis que podem facilmente atravessar a fronteira entre a praia e a cidade.

Mas é na forma como produz que a Näz ganha especial interesse para quem procura fazer escolhas mais conscientes. As suas peças são produzidas em Portugal, trabalhando com pequenas fábricas e parceiros que a marca acompanha de perto. A Näz identifica publicamente os seus fabricantes e fornecedores, desde tecelagens de linho em Braga a produtores de malhas e confeção noutras regiões do país.

Há também uma aposta em materiais reciclados, orgânicos e deadstock, procurando aproveitar matérias-primas que já existem antes de criar novas. É uma filosofia que se aproxima bastante da ideia de um guarda-roupa de verão mais pensado: menos peças, melhores materiais e roupa que não fica limitada a uma única estação.

Para a praia, vale a pena espreitar sobretudo as camisas, vestidos e peças de linho da marca. Uma camisa leve pode funcionar como saída de praia durante o dia e continuar a fazer sentido ao jantar — precisamente o tipo de versatilidade que torna uma peça mais interessante, e potencialmente mais usada, ao longo do tempo.

Vintage for a Cause

E se, em vez de procurar mais uma peça nova para levar para a praia, déssemos uma nova vida a uma que já existe?

É esta a ideia por detrás da Vintage for a Cause, uma marca portuguesa que transformou o upcycling numa forma de fazer moda. As suas peças são criadas a partir de tecidos e materiais que já existem — incluindo deadstock e desperdícios têxteis — evitando que estes acabem esquecidos ou descartados.

O resultado são peças únicas, muitas vezes em pequenas edições, com aquela sensação especial de quem encontrou algo que não vai estar no armário de toda a gente. E há ainda uma dimensão social: através dos seus Clubes Circulares, a marca promove oficinas de reutilização, costura e reparação, criando oportunidades de aprendizagem e inclusão, especialmente junto de mulheres 50+.

Para o verão, é uma boa inspiração para olhar para a roupa de outra maneira: uma camisa, um vestido ou um acessório upcycled podem ser exactamente aquela peça inesperada que dá personalidade aos dias de praia — sem começar tudo de novo

+351

A +351 não tenta parecer portuguesa. Parte daí.

Nascida em Lisboa, a marca constrói uma linguagem própria a partir da cultura, da rua e da energia criativa portuguesa — entre o skate, a música, a arte e uma certa ideia de liberdade que não precisa de grandes explicações. As peças têm identidade, mas não parecem pedir licença para existir.

A escolha do algodão orgânico procura reduzir o impacto logo na origem: segundo a própria marca, o seu cultivo sem químicos permite reduzir significativamente o consumo de água e as emissões de CO₂ face ao algodão convencional. A produção no Norte de Portugal acrescenta uma cadeia de abastecimento mais curta, com menos transporte entre etapas e maior controlo sobre a produção.

É uma ideia de sustentabilidade menos espectacular e mais estrutural: escolher melhor a matéria-prima, produzir perto, fazer menos unidades e criar peças pensadas para durar. Na +351, a responsabilidade começa antes da roupa chegar ao corpo. A sustentabilidade, aqui, não está separada da estética. Está na própria matéria da roupa. Naquilo que se escolhe usar, na forma como se produz e na vontade de prolongar a vida de cada peça.

O resultado é uma espécie de portugalidade contemporânea: informal, gráfica, irreverente. Sem folclore, sem excesso de explicação. Uma marca que olha para o lugar de onde vem e transforma-o em algo que pode viajar.

Torres Novas

A Torres Novas não precisa de explicar o que é tradição. Faz parte dela.

Com raízes que remontam a 1845, a marca portuguesa construiu uma história à volta do algodão e dos atoalhados e soube manter essa herança em movimento. Hoje, as colecções cruzam qualidade e durabilidade com cor, padrões e um sentido de design que torna uma toalha mais do que um objecto utilitário.

É também na matéria que essa longevidade começa. Todos os produtos são fabricados em Portugal e utilizam fibras naturais. A colecção Mira é feita em 100% algodão orgânico, enquanto a linha desenvolvida com a DO ZERO combina 65% de algodão orgânico com 35% de algodão reciclado. Neste último caso, a opção por não recorrer a tinturaria permite reduzir o consumo de água e energia.

E há uma ideia ainda mais simples por trás de tudo isto: uma toalha não precisa de terminar a sua história quando deixa de ser usada. Através do programa de retoma, a Torres Novas recebe toalhas usadas, mesmo de outras marcas, e encaminha-as para instituições parceiras, prolongando a sua vida.

Tradição, aqui, não é ficar parado. É fazer coisas que possam continuar a ser usadas.

Lemon Jelly

Há marcas que conseguem transformar os essenciais de verão em peças cheias de personalidade. A Lemon Jelly é uma delas. Nascida em Portugal, tornou-se conhecida pelo seu calçado vegan, produzido em Portugal e pensado para acompanhar os dias de verão, da praia ao passeio pela cidade.

Para um kit de praia, há dois artigos que fazem particularmente sentido: os chinelos e o saco de praia. Os chinelos flip-flop são leves, resistentes à água e não utilizam componentes de origem animal.

A marca tem vindo a apostar em materiais reciclados e em soluções de circularidade, procurando tornar os seus produtos mais responsáveis sem perder aquele lado divertido que faz parte da sua identidade.

E depois há a Splashybag, divertida e irreverente. Uma mala de praia vegan, produzida em Portugal, espaçosa e impermeável — perfeita para levar a toalha, a garrafa de água, os óculos de sol e tudo o que acompanha um dia junto ao mar.

Chinelos nos pés, saco ao ombro e pouco mais é preciso. É aquele tipo de conjunto descontraído que funciona na praia, na esplanada e por onde o verão nos levar.

O que procurar antes de comprar

Nem sempre um produto anunciado como “eco” é verdadeiramente mais sustentável.

Antes de comprar, vale a pena fazer algumas perguntas:

  • Onde foi produzido?
  • Que materiais utiliza?
  • A marca explica de onde vêm os materiais?
  • Existem certificações relevantes?
  • É um produto pensado para durar?
  • Pode ser reparado?
  • Pode ser utilizado noutras ocasiões?
  • Já tenho alguma coisa semelhante?

Quanto maior for a transparência da marca, mais fácil será tomar uma decisão informada.

E não é preciso encontrar o produto “perfeito”. Uma escolha mais duradoura e mais consciente já pode ser uma escolha melhor.

Menos quantidade, mais qualidade

Criar um kit de praia sustentável não significa comprar tudo novo. Na verdade, pode significar exatamente o contrário.

Comece por avaliar aquilo que já tem. Talvez a sua toalha ainda esteja em boas condições, o chapéu precise apenas de uma pequena reparação ou exista uma camisa de linho no armário que funciona perfeitamente como saída de praia.

Quando surgir a necessidade de substituir alguma peça, privilegie materiais adequados à utilização, produção responsável, qualidade e versatilidade.

A sustentabilidade raramente está na compra impulsiva de produtos “verdes”. Está sobretudo na capacidade de comprar menos, prolongar a vida útil das coisas e escolher com intenção.

Ao construir um conjunto de acessórios de praia duradouros — uma boa toalha, um chapéu resistente, um saco reutilizável, uma saída de praia versátil e um par de chinelos que possa acompanhar vários verões — estaremos não só a reduzir o desperdício, como também a simplificar os nossos próprios dias.

Porque talvez seja esse o verdadeiro círculo virtuoso do verão: comprar menos, usar mais, cuidar melhor e aproveitar durante mais tempo.