Sobre o autor

Roupeiro

Mestre kung fu em artes mágicas da tecnologia, a certa altura percebi que a roupa esquecida no fundo do armário era, no fundo, o mesmo tipo de problema: código com anos por arrumar, à espera de alguém com paciência para o refazer — e, no fundo, um desperdício. A essa ideia juntou-se outra, mais antiga: a de comunidade, de quando os irmãos ou irmãs mais velhos passavam a roupa aos mais novos, ou a primos e amigos. Uma ideia de partilha e de sapiência popular. Pensei em como resolver isso num mundo novo cheio de "gadgets", juntei-a à paixão por sustentabilidade, e nasceu o Roupeiro — a prova de que qualquer obsessão, bem direcionada, pode virar-se para o bem do planeta.

Começou como uma plataforma simlpes, de anuncios. Com o tempo, percebi que o que me interessava mesmo não era só a roupa — era a forma como consumimos, o que escolhemos guardar, o que decidimos deixar ir e o espaço mental que tudo isso ocupa. Hoje o Roupeiro é sobre moda consciente, marcas sustentáveis e segunda mão em Portugal, mas a sustentabilidade não se esgota no armário e continua a crescer para outros temas, sempre com o mesmo espírito: testado, prático, e feito para durar.

Já agora: irritam-me borbotos, e roupa que se gasta ao fim de dois usos. Talvez seja por isso que aprecio roupa feita com tempo, para durar — seja uma peça em segunda mão que já provou o seu valor, seja uma marca que veste os mesmos princípios.

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